Centrais sindicais, sindicatos e federações de diversas categorias, além de movimentos políticos e sociais, fizeram uma grande manifestação contra a privatização de empresas estatais nesta terça-feira (3), no centro do Rio de Janeiro.

A concentração com centenas de pessoas ocorreu em frente ao prédio da Eletrobras, na avenida Presidente Vargas. O governo anunciou recentemente a privatização da empresa e deve e concluir o negócio até o primeiro semestre de 2018. Na semana passada, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) encaminhou ao Ministério de Minas e Energia a proposta de modelagem para a desestatização das distribuidoras do sistema Eletrobras nos estados do Acre, de Alagoas, do Amazonas, Piauí, de Rondônia e Roraima, nas regiões Norte e Nordeste do país.

Os manifestantes também denunciaram a privatização da Casa da Moeda e da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) e a venda de ativos na Petrobrás. Também participaram do protesto trabalhadores dos bancos públicos e dos Correios.

A manifestação foi organizada pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas e conta com a participação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Federação Única dos Petroleiros, da Frente Brasil Popular, do Movimento dos Atingidos por Barragens, que reúne mais de 3.500 militantes ao longo dessa semana em seu 8º Encontro Nacional no Rio, entre outras entidades.

Os manifestantes caminharam até a sede do BNDES, na avenida Chile, seguindo depois para o prédio da Petrobrás, que comemorou 64 anos na terça-feira. A manifestação contou com a participação de artistas e do ex-presidente Lula, que encerrou o ato falando sobre a importância da Petrobras para o País e sobre soberania nacional.

"Eu não poderia faltar a uma manifestação q fosse discutir soberania nacional porque, defender a soberania é mais do defender a Amazônia, ou nossas águas e rios, ou 8.000 quilômetros de fronteira marítica e 16 mil de fronteira seca, é mais do que defender nossa biodiversidade e ecossistema, é mais do que uma pauta de reivindicações. Defender a soberania é defender a dignidade e a honra de um povo e de uma nação que só será soberana se tiver educação, trabalho, salário, e acesso a cultura e lazer, se esse povo puder viver de cabeça erguida".