Após quase um ano parada, a Prefeitura de Belo Horizonte liberou a construção de uma quadra esportiva na escola tombada pelo Estado e pelo Município

Embargada há quase um ano, a reforma e construção de dois anexos na Escola Estadual Barão de Macaúbas, no bairro Floresta, poderá ser finalmente retomada. A informação é da Fundação Municipal de Cultura (FMC) que afirmou que o projeto foi aprovado pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte (CDPCM-BH) em reunião no dia 19 de fevereiro. No entanto, a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), responsável pela intervenção, informou que as obras só serão retomadas após a oficialização da decisão e notificação da escola.

O impasse teve início porque o projeto de intervenção na unidade de ensino foi aprovado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), mas não foi enviado para o CDPCM-BH. Neste caso, a autorização do município também se fazia necessária, uma vez que a escola faz parte do Conjunto Urbano Bairro Floresta, tombado pelo patrimônio municipal. Dessa forma, as obras, que tiveram início em agosto de 2012, foram interrompidas em maio do ano passado sob alegação de que o projeto de construção de uma quadra esportiva na escola destoava do conjunto arquitetônico da Barão de Macaúbas.

De acordo com a Setop, em 1° de outubro de 2013 o Estado retomou as obras do prédio principal e do Anexo I, mas a construção do Anexo II, referente à quadra esportiva, continuou embargada. Até o momento, cerca de 35% do projeto foi executado e ainda não há previsão para conclusão das obras na escola. Durante este período, os alunos e a equipe de profissionais que trabalhava na Escola Estadual Barão de Macaúbas foram transferidos para a Escola Estadual Pedro Américo, no bairro Santa Tereza.

Segundo a presidente da Associação de Moradores da Floresta (Floleste), Elizabeth Sily Pestana, em função do impasse entre a prefeitura e o Estado, as obras de recuperação da Escola Barão de Macaúbas foram atrasadas e os alunos e professores prejudicados. "Nós recebemos muitas reclamações e participamos de duas manifestações organizadas por pais de alunos e funcionários na porta da escola para cobrar da prefeitura a liberação da reforma. Eles querem voltar pra lá porque onde estão está muito apertado e muito ruim", afirmou.

Ainda conforme Elizabeth Sily, a expectativa é de que que com a liberação das obras, os alunos retornem para a escola ainda este ano. A reportagem tentou contato com as direções da Escola Estadual Barão de Macaúbas e da Escola Estadual Pedro Américo, mas não obteve retorno.