A Minas Gerais Serviços S.A. (MGS), empresa pública vinculada à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais (Seplag), lançou edital do concurso público para o preenchimento de diversos cargos de nível fundamental, médio e superior. Ao todo, são oferecidas 209 vagas para Belo Horizonte, Região Metropolitana e cidades do interior de Minas Gerais. As inscrições terão início no dia 25 de outubro e as provas serão realizadas no dia 12 de janeiro de 2014.

Demissões em massa

Contudo, enquanto a MGS abre inscrições para concurso, promove ao mesmo tempo demissões em massa na empresa. Há aproximadamente um ano, o número de demissões na MGS são, em média, de 270 trabalhadores por mês. O assunto já foi tema, inclusive, de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais neste mês de setembro.

Segundo o diretor do Sindicato dos Eletricitários de Minas Gerais (Sindieletro-MG), Jobert Fernando de Paula, que acompanha a situação dos trabalhadores da MGS, as demissões são ilegais já que os trabalhadores são concursados e não há procedimento administrativo para os desligamentos.

Conforme prevê a resolução 40 da Seplag, os servidores de sociedades de economia mista ou empresas públicas, como é o caso da MGS, contratados via concurso público não podem ser demitidos sem o devido procedimento administrativo que assegure a ampla defesa e o contraditório.

Choque de gestão

O governo Antônio Anastasia vai para imprensa, anuncia cortes no orçamento e faz um discurso de bom administrador que estaria fazendo o melhor para administrar o Estado. O que a população de Minas Gerais ainda não sabia é o que isso significa na prática. “O que ele escondeu é que está praticando demissões de trabalhadores concursados”, denuncia Jobert.

MGS

A MGS é uma empresa que possui cerca de 22 mil trabalhadores em todo o estado de Minas. E está em todos os órgãos e secretarias do governo como Secretaria de Saúde, Educação, Cultura, Meio Ambiente, Defesa Social, Planejamento de Gestão, além de lugares como as UAI's (Unidade de Atendimento Integrado), Hospital João XXIII, IPSEMG e até no Palácio das Artes, ou seja, sem os trabalhadores da MGS o estado para!

Com informações da Agência Minas e do Movimento Luta de Classes