O Comitê Mineiro de Apoio às Causas Indígenas organiza em janeiro e fevereiro visitas organizadas à Casa Fiat de Cultura com o objetivo de protestar contra o Ateliê Aberto de Carnaval promovido pela instituição nos dias 24 a 28 e 31/01; 1 a 4 e 7 a 9/02. A Casa está oferecendo uma programação que promete aos participantes o conhecimento sobre as nações indígenas que nomeiam as ruas de Belo Horizonte, como Guaicurus, Caetés, Goitacazes, Tupinambás, Aimorés, Guajajaras, Tamoios, Tapuias, Timbiras e Tupis. A instituição convida a população para, no Carnaval, levar as cores dessas nações "para as ruas da cidade em adereços inspirados na arte indígena feitos em filigranas de papel".

A ação do Comitê Mineiro de Apoio às Causas Indígenas é para protestar contra o uso do cocar - peça sagrada para o povo indígena - como adereço de Carnaval. O Comitê destaca que não foi consultado para uma ação como essa e que vai lutar contra essa associação da vestimenta, peças e realidade indígena com o Carnaval.

"Os povos 'homenageados' foram ignorados!Mais uma vez silenciados! Dessa forma convidamos a todos indígenas e apoiadores da causa que visitem conosco a oficina marcaremos pontualmente em datas específicas e deixaremos claro e alto e em vários dialetos que: INDÍGENA NÃO É FANTASIA! E a homenagem que queremos é a luta junto a nossos povos, é políticas publicas é respeito!", afirma o Comitê em chamada para a ação.

Cultura ancestral não é Carnaval
Onde: Casa Fiat de Cultura
Quando:  dias 24 a 28 e 31/01; 1 a 4 e 7 a 9/02
Mias informações: https://www.facebook.com/events/232228843985811/