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Movimentos

31/07/2017
Após reintegração de posse, famílias que vivam na ocupação William Rosa receberão auxílio-moradia
por Thaís Mota - Minas Livre
Foto: Divulgação
A partir desta segunda-feira (31), 432 famílias que viviam na ocupação Willian Rosa, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte passarão a receber um subsídio habitacional. A garantia foi dada pelo presidente da Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab-MG), Alessandro Marques, em entrevista ao portal Minas Livre.
 
As famílias que ocupavam o terreno há quase quatro anos deixaram a área, localizada na avenida Severino Ballesteros Rodrigos ao longo do último mês. Segundo o coordenador do movimento Luta Popular, Lacerda Santos, os últimos moradores saíram do local, de propriedade da Ceasa Minas, na semana passada, após um acordo com o Governo de Minas e a Prefeitura de Contagem.
 
O acordo prevê o pagamento de um auxílio-moradia no valor de R$ 450 a partir do último domingo (30). No entanto, segundo Santos, até essa segunda-feira (31) nenhum morador havia recebido o benefício. Mas, o presidente da Cohab garantiu que o pagamento será feito ainda hoje.
 
Ele explicou ainda que o valor será pago por meio de um convênio entre o Governo de Minas e a Prefeitura de Contagem, sendo 50% custeado pelo Estado e 50% pelo Município. Ainda segundo Marques, o auxílio será pago até a construção de unidades habitacionais onde as famílias serão reassentadas. Essas casas estão sendo feitas pelo programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal.
 
A ocupação William Rosa surgiu em outubro de 2013 e chegou a abrigar mais de 2.000 famílias. Atualmente, 432 famílias viviam na área e deixaram o local voluntariamente, após negociação com os governos e a Ceasa. Segundo o líder do MLB, as pessoas que viviam no local estão hoje em imóveis alugados e dependem do auxílio-moradia para arcar com as despesas.
 
Subsídio habitacional
 
Na semana passada, o governador de Minas, Fernando Pimentel, regulamentou a concessão de subsídio temporário às famílias que vivem em áreas de conflito ou em situação de emergência ou vulnerabilidade. 
 
Famílias com renda de até três salários mínimos terão prioridade no recebimento do auxílio e concessão do subsídioserá estabelecida em acordo com as partes envolvidas em reunião da Mesa de Diálogo e Negociação Permanente com Ocupações Urbanas e Rurais, coordenada pela Cohab. 
 
Terá prioridade o núcleo familiar com rendimento mensal de zero a três salários mínimos, sendo que o auxílio poderá ser usado para custear tanto o aluguel residencial quanto as despesas de moradias compartilhadas pelas famílias beneficiárias. “Famílias podem, de forma compartilhada, locar casas maiores e moradia melhores”, reitera Alessandro Marques.
 
A comprovação da necessidade do subsídio temporário, a seleção e o enquadramento das famílias a serem beneficiadas serão realizados pelo município e pela Cohab-MG, em conjunto ou separadamente, a partir do cadastro socioeconômico das famílias candidatas, com o apoio de órgãos ou entidades vinculados à questão fundiária.
 
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