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Mundo do Trabalho

03/04/2017
Trabalhadores lotam as ruas de BH contra a Reforma da Previdência
por Thaís Mota
Foto: Thaís Mota

Na luta contra as reformas do governo Temer, 100 mil trabalhadores saíram às ruas de Belo Horizonte na última sexta-feira (31). O ato aconteceu em várias outras capitais brasileiras e também em cidades do interior de Minas e foi considerado como um esquenta para a greve geral convocada pelas centrais sindicais para o dia 28 de abril.

Na capital mineira, os manifestantes saíram em passeata da praça da Assembleia Legislativa, onde a Central Única dos Trabalhadores (CUT/MG) realizava o Congresso Extraordinário, em direção ao centro da cidade passando pela praça 7 e concluindo a caminhada com um ato cultural na Praça da Estação.

"É assim, nas ruas, que vamos derrotar os golpistas. Não há motivo para a reforma, pois a Previdência não é deficitária. Querem transferir a Previdência para o setor privado. O golpe é para isso. Se preparem para o dia 28 de abril, quando não terá transporte coletivo, não terá metrô, todo o país vai parar. A nossa unidade vai barrar esta reforma e derrotar estes golpistas. Dizemos não à reforma da Previdência, à reforma trabalhista, à terceirização", disse Jairo Nogueira Filho, secretário-geral da CUT/MG.

Apesar do ato em todas as capitais, Michel Temer sancionou a lei 13.429, que autoriza a terceirização irrestrita. A medida é considerada absurda pelas centrais sindicais pois representa a precarização das condições de trabalho e o aumento dos riscos de acidentes.

Dados de uma nota técnica divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no último mês de março apontam que a taxa de rotatividade é duas vezes maior nas atividades tipicamente terceirizadas (57,7%, contra 28,8% nas atividades tipicamente contratantes). Além disso, o percentual de afastamentos por acidentes de trabalho com terceirizados é maior do que nas atividades tipicamente contratantes - 9,6% contra 6,1%. Já os salários são, em média, 23,4% menor do que nas atividades tipicamente contratantes.

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